M. P. Mitis Iudex Dominus Iesus, em português

Uma versão portuguesa ad usum privatum do Motu Proprio Mitis Iudex Dominus Iesus de S. S. o Papa Francisco, que introduz mudanças no processo de declaração de nulidade matrimonial, pode ser encontrada AQUI.

Anúncios

Papa Francisco altera processo de declaração de nulidade matrimonial

Fonte: http://www.news.va

Favorecer  “não a nulidade dos matrimónios, mas a rapidez dos processos” – é este o pilar das duas Cartas Motu Proprio do Papa Francisco, intituladas “Mitis Iudex Dominus Iesus” e “Mitis et Misericors Iesus”, divulgadas nesta terça-feira, 8 de setembro, sobre a reforma do processo canónico para as causas de declaração de nulidade no Código de Direito Canónico e no Código dos Cânones das Igrejas Orientais. As normas entrarão em vigor em 8 de Dezembro, início do Jubileu Extraordinário da misericórdia.

É a preocupação pela salvação das almas – escreve o Papa – que levou o Sucessor de Pedro “a oferecer aos bispos este documento de reforma” sobre as causas de nulidade do matrimónio. Francisco, na esteira dos seus Antecessores e dando continuidade à obra iniciada antes do Sínodo Extraordinário sobre a Família no ano passado, com a criação de uma Comissão de estudo sobre esta matéria, reitera que o matrimónio é “fundamento e origem da família cristã” e que a finalidade do documento não é favorecer a “nulidade dos matrimónios, mas a rapidez dos processos”.

Continue reading “Papa Francisco altera processo de declaração de nulidade matrimonial”

Alterações na entrega do pálio aos Metropolitas

O Papa Francisco modificou a modalidade de entrega do pálio aos novos arcebispos metropolitas. Com uma carta datada de 12 de janeiro de 2015, o Mons. Guido Marini, Mestre das Celebrações Pontifícias informou todas as Nunciaturas Apostólicas sobre a decisão do Papa. A partir de agora a faixa de lã branca será entregue e não colocada pelo Santo Padre. Como manda a tradição a 29 de junho, na Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, o Papa entrega o pálio a cada um dos novos arcebispos metropolitas mas a imposição do Pálio aos novos arcebispos será realizada nas respetivas dioceses de origem pelos Núncios Apostólicos locais. Entrevistado pela Rádio Vaticano, Mons. Marini fala do significado desta decisão do Papa:

“Recentemente o Santo Padre – após ter refletido – decidiu realizar uma pequena modificação no tradicional rito de imposição do pálio aos arcebispos metropolitas nomeados durante o ano. A modificação é a seguinte: o pálio, geralmente, era imposto pelo Santo Padre aos novos metropolitas por ocasião da Solenidade dos Santos Pedro e Paulo. A partir do próximo 29 de junho, por ocasião da Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, os Arcebispos – como de costume – estarão presentes em Roma, concelebrarão com o Santo Padre, participarão do rito da bênção dos pálios, mas não haverá a imposição: simplesmente receberão o pálio do Santo Padre, de um modo simples e privado. A imposição será efetuada posteriormente, nas dioceses a que pertencem, ou seja, num segundo momento, na presença da Igreja local e em particular dos bispos das dioceses sufragâneas acompanhados pelos seus fiéis”.

“O significado desta alteração é o de colocar em maior evidência a relação dos bispos metropolitas – os novos nomeados – com a sua Igreja local e assim dar também a possibilidade a mais fiéis de estarem presentes neste rito tão significativo para eles, e também particularmente aos bispos das dioceses sufragâneas, que deste modo, poderão participar do momento da imposição. Neste sentido, mantém-se todo o significado da celebração de 29 de junho, que sublinha a relação de comunhão e também de comunhão hierárquica entre o Santo Padre e os novos arcebispos; ao mesmo tempo, a isto se acrescenta – com um gesto significativo – esta ligação com a Igreja local”.

Fonte: News.va

Discurso de S. S. o Papa Francisco à Rota Romana

cq5dam.web.1280.1280Queridos Juízes, Oficiais, Advogados
e Colaboradores do Tribunal Apostólico da Rota Romana!

Saúdo-vos cordialmente, começando pelo Colégio dos Prelados Auditores com o Decano, Monsenhor Pio Vito Pinto, ao qual agradeço as palavras com as quais introduziu o nosso encontro. Desejo a todos vós as maiores felicidades para o Ano judiciário que hoje inauguramos.

Nesta ocasião gostaria de reflectir sobre o contexto humano e cultural no qual se forma a intenção matrimonial.

A crise dos valores na sociedade certamente não é um fenómeno recente. O beato Paulo VI,já há quarenta anos, falando precisamente à Rota Romana, estigmatizava as doenças do homem moderno «por vezes vulnerabilizado por um relativismo sistemático, que o obriga às escolhas mais fáceis da situação, da demagogia, da moda, da paixão, do hedonismo, do egoísmo, de modo que exteriormente procura impugnar a “majestade da lei”, e interiormente, quase sem se aperceber, substitui o império da consciência moral com o capricho da consciência psicológica» (Alocução de 31 de Janeiro de 1974: AAS 66 [1974], p. 87). Com efeito, o abandono de uma perspectiva de fé desemboca inexoravelmente num falso conhecimento do matrimónio, que não permanece desprovido de consequências na maturação da vontade nupcial. Continue reading “Discurso de S. S. o Papa Francisco à Rota Romana”