Alteração ao Ritual do Baptismo das Crianças

baptism02

A Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos promulgou, em 2013, um Decreto com o qual altera, ligeiramente, o Rito de Baptismo das crianças.

Este Decreto, publicado na Revista Notitiae 557-558 de Janeiro-Fevereiro, 2013, 1-2, pp. 54-56, substitui a expressão comunitas cristiana (“comunidade cristã”) por Ecclesia Dei (“Igreja de Deus”) nos parágrafos 41, 79, 111, 136, 170.

O parágrafo 41 refere-se ao “Baptismo de várias crianças”; o parágrafo 79, refere-se ao “Baptismo de uma criança”; o parágrafo 111, refere-se ao “Baptismo de muitas crianças”; o parágrafo 136, ao “Baptismo pelos catequistas”; e o parágrafo 170, refere-se à apresentação, na Igreja, de uma criança já baptizada.

Em todos os casos, este Decreto determina a alteração da expressão “É com muita alegria que a comunidade cristã te recebe” para a expressão “É com muita alegria que a Igreja de Deus te recebe”. Esta alteração, promovida pelo Papa Bento XVI a 28 de Janeiro de 2013, e, portanto, ainda antes da sua renúncia à Sede Apostólica, entrou em vigor a partir de 31 de Março de 2013.

O original deste Decreto está em latim e não me consta que esteja disponível na internet, ainda que tenha sido publicado no órgão oficial da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos.

Texto do Decreto (tradução não oficial) >>

 

Anúncios

Baptismo: reflexões de um Pároco

Na passada semana, passou nos telejornais da SIC e da TVI e foi publicada no Jornal de Noticias a queixa e a revolta de um casal de Vila Marim, diocese de Vila Real, contra o pároco da sua paróquia, por colocar dificuldades em baptizar-lhe um filho, com ameaças de abandonar a Igreja e mostrando uma carta de recurso que já seguira para o Papa.

O pároco, como é habitual, não quis dar explicações à comunicação social, o que eu acho uma posição errada. O povo sempre disse que “quem não deve, não teme”.

No desenvolvimento da notícia, percebeu-se claramente que o problema estava na aceitação duns padrinhos programados há muito (tal como o almoço num restaurante da região), que, afinal, não estavam em condições canónicas para exercer essas funções, por não estarem casados pela Igreja.

Ora, o Código do Direito Canónico, pelo qual nos orientamos e regemos, no cânone 874, entre outras condições, diz o seguinte a tal respeito: para alguém exercer as funções de padrinho, requer-se que tenha completado dezasseis anos de idade, seja católico, crismado, já tenha recebido a Eucaristia, e leve uma vida consentânea com a Fé e o múnus que vai desempenhar.
Continue reading “Baptismo: reflexões de um Pároco”